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Nova técnica de redução de estômago é realizada no Espírito Santo

Escrito em 03/12/2017

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HOSPITAL MERIDIONAL REALIZA A PRIMEIRA GASTROPLASTIA ENDOSCÓPICA DO ESTADO 
 
A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde públicas do mundo. No Brasil a obesidade vem crescendo cada vez mais, alguns levantamentos apontam que mais de 50% da população esta acima do peso, ou seja, na faixa do sobrepeso ou obesidade. Entre as crianças estaria em torno de 15%. E o mais grave, esse aumento da obesidade traz junto as comorbidades associadas a esse mal: diabetes, problemas cardiovasculares, roncopatia, esteatose hepatica, osteoartroses e até neoplasias. Levando assim ao paciente obeso um risco muito elevado de mortalidade por essas doenças causadas ou agravadas pela obesidade.
 
A Gastroplastia endoscópica chega como mais uma arma no arsenal médico terapêutico contra a obesidade, antes composto basicamente por medicamentos, balão gástrico e cirurgias bariátricas. Com a aprovação em 2016 pela ANVISA do Apollo Overstitch, um aparelho composto de uma agulha e fio controlados pelo médico, que é conectado a um aparelho de Endoscopia especial conhecido como duplo canal. Segundo Dr. Gustavo Peixoto, coordenador do Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Meridional, “esse aparelho permite que o endoscopista literalmente costure o estômago criando um tubo gástrico. Neste formato, o estômago diminui seu volume em cerca de 70 a 80% criando uma importante redução da quantidade de alimento ingerido. O procedimento poderá ser utilizado em pacientes que não respondem ao tratamento clínico, nem têm indicação para operação bariátrica”.
 
Segundo o endoscopista bariátrico Dr. João Siqueira, “esse tipo de procedimento apesar de bastante recente, já tem cerca de 4.000 cirurgias realizadas em todo o mundo. É menos invasivo, sem incisões cirúrgicas, rápido (cerca de 30-60 minutos), de baixo risco e com alta hospitalar no mesmo dia (menor custo social). Porém deve ser feito somente por profissionais treinados com o equipamento, pois é complexo e exige bastante habilidade do endoscopista. Devendo ser realizado sempre em ambiente hospitalar em centro cirúrgico.” Os principais cuidados são o acompanhamento com a equipe multidisciplinar (nutricionista, psicóloga e educador físico), não necessita uso de vitaminas em longo prazo como as cirurgias bariátricas. São indicados atualmente para pacientes obesos (IMC acima de 30) promovendo uma redução definitiva de cerca de 20 % do peso corporal. Uma das desvantagens é não ser coberto pelos planos de saúde. 

O revolucionário dispositivo permite também a realização de vários outros procedimentos endoscópicos, como revisão e correções de cirurgias bariátricas, correção de alargamentos das anastomoses pós cirurgia bariátrica Bypass "Capela" e tratamento de possíveis complicações de cirurgias ou endoscopias, como fístulas, perfurações e fixações de próteses. Essa nova técnica já está disponível no Hospital Meridional, tendo sido realizado hoje o primeiro procedimento do estado pela equipe de cirurgia bariátrica coordenada pelo Dr. Gustavo Peixoto Soares Miguel, com os endoscopistas bariátrico Dr. João de Siqueira Neto e Dr. José de Anchieta Brandão Júnior, Anestesista Dr. Wagner Passamani. Procedimento sem intercorrências, paciente estável dentro do quadro esperado até o momento.